Salvando A Pescaria
Pequenos guerreiros

Despedimos-nos com a promessa de retornar ao local o mais breve possível.

Participantes: Adriano, Danilo, Rampado, Padovan, Juliano e Salgado

Fotos : Adriano, Danilo e Regis


Por: Adriano Prilip
Às vezes percorremos grandes distâncias em busca de um bom local de pesca, melhor ainda se este for preservado onde possamos contemplar a natureza e animais silvestres. Em nossas andanças buscamos não só o peixe, mas a harmonia de imagens que levaremos para sempre em nossas lembranças.
Em algum ponto bem próximo à grande cidade a natureza impera. Proprietários conscientes e cansados do visual das grandes metrópoles preservam a natureza e fazem de suas terras verdadeiros santuários. Tivemos o privilégio de sermos convidados a conhecer um desses locais.
Situada a 70 km da capital fica a cidade de Santa Isabel. Suas matas, montanhas, fazendas e a represa ao redor compõem um cenário a ser apreciado e protegido. Nessa região fica a propriedade do senhor Jonas, um lugar simplesmente maravilhoso. Já na entrada podemos perceber o capricho e o carinho que com que os proprietários, Jonas e Raquel, cuidam da propriedade. Belos coqueiros, árvores nativas e frutíferas, o local abriga uma variedade de animais e aves silvestres como: Capivaras, preguiças, gaviões, tucanos, patos selvagens, entre outros.
Além disso tudo, a propriedade tem um lindo lago que é formado por duas cachoeiras. Com aproximadamente 3 alqueires é reduto de grandes traíras, bagres, lambaris, jacundás, tilápias, corvinas,
carás, bass, como diz, brincando, Sergio Marchioni (100), integrante do Barracuda Team: “... é um verdadeiro inferno, pois é difícil conceber tantas variedades predadoras juntas.”

Apesar de a água estar avermelhada pelas chuvas dos dias anteriores e da garoa que teimava em cair, resolvemos colocar os caiaques na água e tentar algum peixinho.
O período da manhã serviu apenas para contemplar a beleza do local e curtir remadas lentas e preguiçosas, o peixe parecia estar em estado de hibernação, iscas das mais várias formas e cores foram oferecidas, às vezes éramos surpreendidos por flashes prateados que teimavam em seguir as iscas sem atacar, ou erravam os ataques.
Por volta das 10 horas o vento e a garoa deram uma trégua, parte de nossa equipe optou em tentar os lambaris com moscas, a escolha deu resultados e logo apareceram o primeiros exemplares.
A pesca desse pequeno peixe nessa modalidade é uma festa, os ataques na superfície fascinam tanto quem pesca como quem presencia a pescaria.

Fizemos uma breve parada para um churrasco. Por volta das 14 horas retornamos ao lago para novas tentativas. A ideia fixa de capturar uma grande traíra se arrastou por um longo período, os flashes em volta das isca se repetiam com frequência, a coloração da água e a rapidez dos ataques dificultava a identificação do peixe.
Danilo e Ricardo Padovan resolveram diminuir o tamanho das iscas, trabalho lento com a isca quase parada foi a combinação perfeita, e logo pudemos ver do que se tratavam os flashes. Saicangas de grande porte começaram a aparecer, ficamos impressionados com o tamanho dos exemplares capturados, o que não é muito comum nessa região.
A tarde caiu rápido e começou a escurecer, enquanto íamos guardando nosso material, concluímos que as saicangas salvaram nossa pescaria e o que isso só foi possível graças a dedicação dos proprietários em preservar aquele ambiente.