Vamos pescar Bass de caiaque?
 

Texto e Fotos: Salgado e Régis


       Com poucas opções de pesca na natureza próxima a São Paulo, uma das pescarias mais acessíveis e econômicas é a pesca do Black Bass feita, nas várias represas mantidas para fins de gerar energia (Complexo do França – Juquitiba) ou para abastecimento de água (Complexo de Atibaia\Bragança Paulista), estas circundam a Grande São Paulo, em média a um raio de 100km de distância.
 
       Mas esta pescaria por conta do Bass ser um peixe que exige um alto conhecimento técnico por parte do pescador, tanto no que diz respeito a comportamento quanto a equipamentos a serem utilizados, estes inclusive, variam de acordo com a estação do ano, normalmente é necessário a contratação de um guia especializado.
 
       Bem, disso a maioria dos pescadores já sabe, mas e quanto a pescá-lo com caiaque?
 
       Ai começa a complicar, não é?
 
       Para fazer isso, tínhamos duas opções, ou já conhecer a técnica da pesca do Bass ou ter um companheiro que a conhecesse e nos levasse a pescar e nos ensinasse os segredos desta pescaria e também soubesse onde encontrá-lo, os chamados “pontos” de pesca de determinada represa, normalmente lugar onde estivesse mais habituado a remar e pescar, isso ainda sem contar o tempo remando e o cansaço.
 
       Pensando sob este aspecto e depois de ter tido algumas experiências não muito boas no que diz respeito à produtividade da pescaria e adotando uma estratégia não comum entre os canoístas por varias vezes rebocamos os caiaques pelos pontos de pesca e o resultado foi excelente, pois a economia do tempo remando resultou em conseguir cobrir uma área maior de pesca e por consequência a captura de mais exemplares.
 
       Este conceito quando falamos de pesca é plenamente aceito, pois parando para raciocinar da seguinte forma: os pontos de pesca são distantes tanto de onde se parte quanto entre si, procura-se sempre optar em traçar um roteiro que consiga se cobrir o maior número de pontos possíveis e também ir até o último direto sem paradas para pescar e aí sim, voltar pescando, pois desta forma não se corre o risco de perder a hora ou mesmo de por um imprevisto qualquer não chegar no tempo estimado e a escuridão nos pegar desprevenidos.
 
       Assim sendo, conversamos com o guia Mussum, que não só atendeu o nosso pedido por gentileza, mas também por nossa proposta em apontar mais um nicho de mercado inexplorado até então.
 
       Guiar Kaiaker’s para pescar o Black Bass.
 
       Este novo método de pesca consiste no guia recepcionar os canoístas ou Kaiaker’s como queiram, por exemplo, colocar os apetrechos no barco, como, varas, acessórios, iscas, lanches, bebidas e todo o resto necessário para se fazer a pescaria. Em seguida amarram-se os caiaques ao barco sendo uma fileira com uma corda que fique a pelo menos de 8 a 10 metros de distância do barco, (para não afundar o bico dos primeiros caiaques quando tracionados).

 
 
 

       A partir daí ir amarra-se os demais com um intervalo de no mínimo 3 metros uns dos outros. (Normalmente usa-se cordas daquelas finas com um mosquetão pequeno em cada ponta para facilitar o engate e desengate (engate rápido).
 
       Pode-se rebocar de 4 até 10 caiaques, sendo o número ideal entre 6 e 8, o que além de facilitar as manobras torna mais rápido e econômico o trajeto até os pontos.

 
         Os participantes se dividem entre barco e caiaques o que também facilita e torna mais seguro o transporte, normalmente de 2 a 3 integrantes do grupo no barco com o guia e os demais em seus caiaques.
 
       Chegando ao ponto, os caiaques são desengatados, seus ocupantes retiram do barco e ajeitam as tralhas nos mesmos e aí é partir para a pescaria.
 
       Enquanto isso o guia faz seu trabalho de: indicar montagens, tipos de trabalho, dar apoio aos participantes que estarão a sua volta, fazer fotos dos peixes capturados,  
 
  preparar o local do lanche ou almoço, enfim, além de guiar propriamente dito dar todo o suporte a equipe.
 
       Escolhido o local do almoço o guia Mussum preparou o local para o churrasco
 
lembrando-se de tomar o devido cuidado para evitar um incêndio, colocando pedras em volta para a colocação da grelha e ao término deste apagando o fogo.  
 
  (curiosidade, este local ainda não havia sido usado, pois há vários lugares já conhecidos dos pescadores para o descanso e churrasco onde normalmente o último a usar deixa o local limpo e a “churrasqueira” como a encontrou, neste caso não tendo ainda deixamos a nossa lá para o próximo pescador.)
 
       Diga-se de passagem, um belo lugar, limpo com boa sombra onde pudemos conversar, trocar experiências sobre como tinha sido a manhã e saborear um delicioso churrasco.
 
 
 
       Enquanto isso na água, o basses começaram a aparecer, aliás este foi o primeiro bass capturado e devidamente solto pelo amigo André (Sgto. do Exército apaixonado pela pesca).  
 
 
 

       Em seguida Regis também captura o seu verdinho, apesar do dia estar muito quente e com poucas ações os pescadores com muita insistência e alternando tipos de iscas e montagens conseguiram encontrar o peixe.

 
 
 
         Assim como Juliano que captura também outro exemplar logo em seguida.
 
       “Baterias” devidamente recarregadas, está na hora de preparar as coisas e partir para a tarde de pesca.  
 
         Vale lembrar, que é muito importante reidratar-se e ter a mão sempre um bom protetor solar.
 
       Na hora de mudança de ponto dependendo da distância destes não é necessário retirar as coisas do caiaque nem tão pouco transferir algum integrante ao barco guia, só em caso de grandes trajetos é que se aconselha esta mudança, mas tão somente por conta de poder andar mais rápido e ganhar tempo.  
 
         Esta nova técnica foi testada e aprovada pelos integrantes do BARRACUDA TEAM com sucesso, o que garante que agora você canoísta pode curtir uma pescaria de Black Bass acompanhado de guia e com todo o conforto e segurança que existe na forma tradicional.
 
       Este método comprovou que além de eficaz é também muito mais econômico, uma vez que normalmente cada pescador desembolsa em média R$ 160,00 (exceto comida e bebidas) para o tipo de pescaria tradicional (dupla e guia) ao passo que desta forma o valor sái, em média, R$ 90,00, por participante.
 
       Algumas coisas são importantes citar, como a prudência, principalmente na época do verão onde as tempestades de final de tarde formam-se rapidamente e em questão de poucos minutos desabam trazendo consigo muitos raios e vento o que é muito perigoso para os pescadores, como podem ver na foto abaixo, diga-se de passagem, escapamos por poucos minutos de sermos apanhados durante o retorno.
 
 

       Outro detalhe é que da mesma forma que se faz somente com o caiaque no caso de ser rebocado começar a pescaria pelo ponto mais distante e voltar pescando nos demais pontos ou ainda “mapear” os principais pontos em um raio de em média 20 minutos de barco, o que economiza muito tempo e rende muito mais pinchos.
 
       Então pessoal, agora é só entrar em contato com o guia Mussum e mãos a obra, ou melhor, mãos no remo e vamos pescar Black Bass.
 
       O Guia de pesca MUSSUM atende nos fones: (11) 4033.0862 / (11) 9521.8073
 
       Boa pescaria.
 
       Lembrando sempre que uma boa pescaria é aquela que termina sem problemas e imprevistos, por isso, não deixe de fazer uma lista de itens a serem levados e observe principalmente os itens de segurança.